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Livro Impresso

João Guimarães Rosa: a ficção à beira do nada



Rancière, Jacques (Autor), Oseki-Dépré, Inês (Tradutor)

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Sinopse

Este livro de Jacques Rancière, assim como “A vertical das emoções: as crônicas de Clarice Lispector”, de Georges Didi-Huberman, são fruto de conferências proferidas pelos filósofos na Universidade de Zurique, em um ciclo organizado pelo professor Eduardo Jorge de Oliveira dedicado a escritores brasileiros.

«Com “João Guimarães Rosa: a ficção à beira do nada”, Rancière desdobra e amplia suas reflexões, ao formular a hipótese de que, se um autor como Flaubert – no espírito da busca da expressão da vida prosaica operada por esse “gênero sem gênero” que é o romance – almejava escrever um “livro sobre nada”, o escritor mineiro, por seu turno, está à beira do nada quando coloca a tradição das lendas e fábulas nas bordas da vida ordinária. Ao perderem o “fio da meada”, as (quase) histórias do Sertão constituem-se, no âmbito daquilo que Rancière chamou de regime estético das artes, como uma libertação da “tirania da intriga”, ao frustrar a expectativa daquilo que deveria acontecer: o marido traído no conto de “Tutameia”, em vez de vingar-se, cria uma nova história na qual a esposa aparece como inocente. Assim como a personagem do conto, o leitor de Rosa é sempre instado a imaginar outras histórias, e se Rancière, ao propor novas chaves de leitura, insere-se na grande fortuna crítica existente em torno da obra do escritor, ele o faz como um amador, no duplo sentido da palavra, que dá sua contribuição para aumentar a partilha do sensível e provar que a capacidade de criar histórias é infinita.»

Trecho do texto de orelha de Pedro Hussak

Metadado adicionado por Relicário em 14/12/2021

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Metadados completos:

  • 9786589889199
  • Livro Impresso
  • João Guimarães Rosa: a ficção à beira do nada
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  • 1 ª edição
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  • Rancière, Jacques (Autor), Oseki-Dépré, Inês (Tradutor)
  • ranciere, jacques ranciere, relicario, literatura, critica literaria, teoria literaria, joao guimaraes rosa, guimaraes rosa, filosofia
  • Teoria e crítica literária
  • 809
  • LIT000000
  • Categoria -
    Literatura: história e/ou crítica
    Qualificador -
    Mundo
  • 2021
  • 09/12/2021
  • Português
  • Brasil
  • --
  • Livre para todos os públicos
  • 12 x 17 x 0.5 cm
  • 0.1 kg
  • Brochura
  • 76 páginas
  • R$ 39,90
  • 49019900 - livros, brochuras e impressos semelhantes
  • 9786589889199
  • 9786589889199
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Áreas do selo: ArtesEducaçãoHumanidadesLiteratura estrangeiraLiteratura nacionalTeoria e crítica literária

(re.li.cá.ri.o) sm. 1. Rel. Caixa ou baú onde se guardam objetos pertencentes a um santo ou que foram por ele tocados. 2. Caixa ou baú onde se guardam objetos de grande valor afetivo. 3. Bolsinha com relíquias que alguns fiéis trazem no pescoço em demonstração de devoção. 4. Coisa preciosa, de grande preço e valor. [F.: Do lat. reliquiae, arum; 'relíquias'.] A proposta editorial da Relicário Edições aproxima-se da definição de seu verbete, com a diferença de que a transpomos para um sentido laico. Escritas por mãos humanas, as palavras são fruto de um amálgama de sentidos, percepções e afetos – muitas delas palavras-relíquias, signos carregados de aura, rastros de tempo. A verdade é que desde muito as palavras possuem uma morada cativa - o livro é por excelência o relicário das letras. Queremos dar continuidade à função mais cara que o livro escrito possui: preservar e divulgar os saberes e memórias postos em letras e palavras por seus autores. A Relicário Edições possui duas linhas editoriais que abrangem gêneros textuais diversos. A primeira é direcionada à produção acadêmica e científica nas áreas de ciências humanas, filosofia, estética, artes e estudos literários, contemplando publicações a partir de dissertações e teses, bem como coletâneas de artigos, ensaios e revistas acadêmicas. Nessa linha editorial contamos com um conselho avaliativo composto por nomes representativos das principais universidades do país, cuja experiência permite a avaliação da qualidade dos textos e de sua relevância para o debate nas áreas em que os escritos se inserem. Traduções de autores estrangeiros dessas áreas do conhecimento estão igualmente presentes em nossa proposta editorial, pois acreditamos que trazê-los à língua portuguesa constitui um serviço ao leitor interessado, ampliando a partilha do pensamento que nasce em determinado tempo e espaço, mas cujos destinatários e interlocutores podem estar [e estão] aqui e agora. A segunda linha editorial se volta para a publicação de textos de literatura em língua portuguesa e para a tradução de autores estrangeiros – ainda pouco divulgados no país – que transitam pelo romance, ensaios, contos, crônicas e poesia. “Por mais que o livro se apresente como um objeto que se tem na mão; por mais que ele se reduza ao pequeno paralelepípedo que o encerra: sua unidade é variável e relativa. No momento mesmo que o interrogamos, a forma perde sua evidência; ela não se enuncia nela própria, ela só se constrói a partir de um campo complexo do discurso.” [FOUCAULT, M.] "Obscuramente livros, lâminas, chaves seguem minha sorte." [BORGES, J,L.] "Nunca hay demasiados libros. Hay libros malos, malísimos, peores, etcétera, pero nunca demasiados." [BOLAÑO, R.]

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