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Livro Impresso

Descolonizar o imaginário
debates sobre pós-extrativismo e alternativa ao desenvolvimento



Dilger, Gerhard (Organizador), Pereira Neto, Jorge (Organizador), Lang, Miriam (Organizador), Ameni, Caue Seignemartin (Coordenador), Albuquerque, Hugo (Coordenador), Beloni, Manuela (Coordenador), Ameni, Caue Seignemartin (Editor), Albuquerque, Hugo (Editor), Beloni, Manuela (Editor), Ojeda, Igor (Tradutor), Oliveira, Bianca (Projeto gráfico), Oliveira, Bianca (Diagramador), Oliveira, Bianca (Capista), Porto-Gonçalves, Carlos Walter (Orelha), Editora Elefante (Colaborador), Luxemburgo, Rosa (Colaborador)

Descolonização, America Latina, Bem viver


Sinopse

A promessa de desenvolvimento sempre exerceu uma espécie de fascínio à esquerda e à direita do espectro político. Ao mesmo tempo que anunciava bem-estar e qualidade de vida, reduzia todos os aspectos da existência humana – e a diversidade cultural dos povos – aos parâmetros estabelecidos pelo mercado e pelo consumo. Descolonizar o imaginário propõe um debate sobre o desenvolvimento em uma perspectiva ampla e diversa. Seus treze ensaios apresentam uma reflexão crítica ao modelo de integração subordinada da América Latina no mercado global neoliberal – que não foi abandonado após a ascensão dos governos progressistas. Mais do que isso, os textos fomentam, assim, um diálogo urgente sobre a necessidade de construir um horizonte renovado para superar as contingências típicas do Estado patriarcal, colonial e classista. – Orelha de Carlos Walter Porto-Gonçalves Sabemos que o descobrimento da América foi o encobrimento dos povos que aqui viviam. E que longe de instaurar o sistema-mundo, na verdade, lhe deu outra configuração. Afinal, as relações entre este continente que habitamos e a Ásia remontam ao período da última glaciação, quando as calotas polares os uniam. A Europa só deixaria de ser um conjunto de penínsulas da Ásia que avançam sobre o Atlântico a partir de 1492, momento primordial de sua afirmação como um continente; afirmação que configura uma aberração geográfica e mostra a força da imaginação do poder/saber eurocêntrico. Foi só a partir do encontro com o Anahuac, Karib, Tawantinsuyu, mapudungun/pehuén, Pindorama, Abya Yala, que os europeus adquirem centralidade geopolítica e cultural. Tomar 1492 como marco para a América é invisibilizar/inviabilizar povos ancestrais que se reinventaram em re-existência nesses últimos 500 anos de invasão. Nosso espaço-tempo passa agora por uma reconfiguração. Não só o Atlântico Norte está deixando de ser o centro geopolítico, e sobretudo econômico, como o sistema-mundo parece se reorientar, com a China ganhando centralidade. Ruy Mauro Marini já nos alertara para o caráter assimétrico do sistema-mundo capitalista, em que caberia à periferia se inscrever através da superexploração do trabalho e desenvolver o subdesenvolvimento. Hoje, diríamos, é necessário ampliar a fecunda inspiração de Marini e considerar a superexploração do trabalho enquanto superexploração da Natureza, com toda a devastação-exploração decorrente, ainda mais quando já podemos sentir o colapso ambiental trazido pelo êxito – e não pelo fracasso – do sistema de saber/poder do sistema-mundo que põe toda a Humanidade em risco. É a própria ideia de progresso e desenvolvimento fundada na máxima da “dominação da Natureza” de Francis Bacon que está sendo objeto de críticas práticas desde os territórios de vida. Todo um rico léxico teórico-político vem sendo tecido desde os mundos de vida por grupos/classes sociais que, todavia, buscam superar as limitações locais sem abdicar do poder local para que o “poder sobre” não volte a se afirmar contra o “poder com”, seja pela direita, seja pela esquerda. Este livro é parte da densidade teórico-prática deste continente que já nos deu tantas contribuições teóricas de ponta – como a teoria da dependência, a pedagogia do oprimido, a filosofia da libertação, a ecologia política desde os territórios (desde abajo), a teoria do colonialismo interno, a teoria da autopoiesis, a teoria da investigação-ação participativa – e, hoje, nos oferece a “luta pela vida, pela dignidade e pelo território”, que nos aponta ao Estado plurinacional, ao Bem Viver, à interculturalidade, à Natureza como bem comum. Novos/outros horizontes de sentido estão surgindo nesse processo de transformação de longa duração. Essa compreensão dos múltiplos tempos que habitam o espaço, em suma, o espaço-tempo (pacha, como se diz no mundo andino), nos indica as múltiplas fontes de imaginação que emanam de múltiplos grupos/classes sociais a partir de seus territórios em disputa. E falar de vida, dignidade e território é outro horizonte de sentido que parece indicar algo diferente de liberdade, igualdade e fraternidade, horizontes em que direita e esquerda vêm se mantendo. Enfim, para além do capitalismo e da colonialidade.

Metadado adicionado por Autonomia Literária em 15/09/2020

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Metadados completos:

  • 9788568302071
  • Livro Impresso
  • Descolonizar o imaginário
  • debates sobre pós-extrativismo e alternativa ao desenvolvimento
  • 1 ª edição
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  • Dilger, Gerhard (Organizador), Pereira Neto, Jorge (Organizador), Lang, Miriam (Organizador), Ameni, Caue Seignemartin (Coordenador), Albuquerque, Hugo (Coordenador), Beloni, Manuela (Coordenador), Ameni, Caue Seignemartin (Editor), Albuquerque, Hugo (Editor), Beloni, Manuela (Editor), Ojeda, Igor (Tradutor), Oliveira, Bianca (Projeto gráfico), Oliveira, Bianca (Diagramador), Oliveira, Bianca (Capista), Porto-Gonçalves, Carlos Walter (Orelha), Editora Elefante (Colaborador), Luxemburgo, Rosa (Colaborador)
  • Descolonização, America Latina, Bem viver
  • Humanidades
  • SOC026000
  • 2016
  • 01/01/2016
  • Português
  • Brasil
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  • Livre para todos os públicos
  • 16 x 23 x 2.5 cm
  • 0.86 kg
  • Brochura
  • 474 páginas
  • R$ 40,00
  • 49019900 - livros, brochuras e impressos semelhantes
  • 9788568302071
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